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Após denúncias do SindEnfermeiro-DF, MPT entrará com ação contra o Hospital São Mateus

Atualizado em 19, fevereiro 2019 - 3:21:14

A presidente do Sindicato dos Enfermeiros do DF, Dayse Amarílio, esteve no Ministério Público do Trabalho do DF (MPT-DF), na última quarta (07), para participar de audiência com representantes do Hospital São Mateus – que foi denunciado por conta do atraso no pagamento dos profissionais. . No entanto, nenhum representante do hospital compareceu.

A procuradora verificou, ainda, a existência de outra denúncia, relatando os mesmos problemas, como salários atrasados, espaços de alimentação e repouso insalubres, e falta de insumos para realizar procedimentos de forma segura com os pacientes.

Com base nas denúncias apresentadas e após audiência, a procuradora do MPT-DF decidiu entrar com uma ação civil pública contra o hospital. O sindicato participará como terceiro interessado na ação, para acompanhar e auxiliar com informações durante a tramitação do caso.

Solicitamos a todos os profissionais de enfermagem da instituição que, caso queiram denunciar quaisquer irregularidades, entrem em contato com o SindEnfermeiro – sua identidade será sempre preservada. Nossa luta é para que todos os enfermeiros, da rede privada ou pública, sejam respeitados e valorizados no exercício da profissão, tendo assim condições de prestar uma assistência digna para a população do DF.

ENTENDA O CASO

Em 12 de setembro, o SindEnfermeiro foi ao Hospital São Mateus para apurar as denúncias de atraso no pagamento dos enfermeiros, que estavam desde julho sem receber os vencimentos. Porém, se constatou que a situação era pior do que havia sido relatada.

Os espaços de alimentação e repouso dos enfermeiros estavam em situação completamente insalubre – mofo nas paredes, refluxo de esgoto e até mesmo camas sem colchões, além da falta de insumos básicos. Houveram também relatos, nos últimos meses, de profissionais que sofreram perseguição, sendo desligados do quadro de funcionários.

Logo após a visita, o sindicato comunicou o caso ao Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (COREN-DF), Vigilância Sanitária e ao MPT-DF. No início de novembro, a instituição quitou apenas a metade dos salários de julho, ainda totalizando três meses e meio de salários atrasados.